(Re)encontro com a magia do Brasil

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Em Raízes de Vento e Sangue: 7 Visitas ao Folclore Nacional, Lauro Kociuba se propôs a reescrever algumas das nossas lendas, o que conseguiu mantendo a essência de cada, mas ainda com enredos surpreendentes.
Os contos são curtos, mas completos, transmitem o "clima" da história original, terror, suspense e/ou drama. Não quero citar as lendas escolhidas para fazer parte do livro, porque o suspense de "qual é a próxima?" também faz parte, mas devo dizer que finalmente tive medo do Saci.
Me surpreendeu em como os contos foram muito bem ordenados, e me mostrando como esse é um fator importante, os eletrizantes ali pela metade do livro e o último com gostinho de adeus mesmo.
A leitura me levou a minhas próprias memórias. Durante o Fundamental I gostava de abrir um livro de folclore brasileiro em páginas aleatórias, e conhecer ou reler uma lenda. Vez por outra peço para algum familiar contar histórias desse tipo, meu pai tem o melhor tom para narrar. E o Catalendas na TV Cultura? Assistia comendo queijo de manteiga. Ao final do livro o autor cita "o medo por trabalhar algo tão grandioso e íntimo de cada um dos leitores brasileiros", demonstrando respeito, um dos fatores que, com certeza, ajudou a manter a essência de cada mito, que devem ser importantes para tantos, como é para mim.
É um livro que gostaria de encontrar em formato físico para poder presentear, porque só recomendar não basta. Torço por mais volumes.
Raízes de Vento e Sangue: 7 Visitas ao Folclore Nacional
Lauro Kociuba
2017
96 páginas

I Love Hue, desafio e tranquilidade

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Minha tríade de jogos para smartphone é Paciência, Angry Birds e Tentacles - Enter the Mind. Porém, não dá para chamar mais assim. Tríade. Porque mais um entrou para esta lista.
I Love Hue é um jogo de quebra-cabeça com o tema cores, onde o objetivo é organizar de acordo com a escala de tons, tendo como referência peças que ficaram fixas.
É divertido ver na prática algo já lido pela internet, que os tons podem ser vistos de maneiras diferentes dependendo do que está ao seu redor. Você procura uma peça, pensa "Achei, certeza, é essa", coloca no lugar esperado e seus olhos revelam que algo não está ornando.
Com a concentração, que você dará de bom grado pela beleza do jogo, a percepção das tonalidades se desenvolve, enxergando as pequenas diferenças, contraste em peças até das mais similares.
A transição do caos inicial e a harmonia da imagem final, combinado com os efeitos sonoros, tem uma suavidade. Ao mesmo tempo que os tons de cores são o desafio, também é relaxante. Tendo a me sentir nervosa com qualquer jogo, então todos esses fatores me ajudam a apenas apreciar o momento. E, ainda, conversa com o jogador fofamente <3.

Não sei a Morte, mas sua filha caçula é legal

domingo, 25 de junho de 2017

Meu primeiro encontro com A Morte é Legal, de Jim Anotsu, foi em uma estante de livraria há uns bons anos, chamou atenção pelo título e uma capa engraçadinha em uma cor roxa linda, nele Andrew é apaixonado pela melhor amiga há três anos, e ao conhecer a filha da morte, Ive, esta propõe que juntos encontrem os três nomes do Gato, a criatura mais importante do Universo, o que concederá a eles três desejos, incluindo o amor que ele espera.
Com Andrew e Ive é uma comédia romântica que se desenrola em meio a viagens entre mundos e criaturas mágicas, com diálogos que podem não fazer sentido no melhor estilo Alice no País das Maravilhas. Seus oponentes em encontrar os nomes do Gato, Astrophel e Stella, carregam uma história mais dramática, com passagens de texto bem reflexivas. Há também uma narrativa pé-no-chão, que se desenrola nessa realidade em que vivemos, com a irmã de Andrew, Amber, que sonha em trabalhar com música ao lado do melhor amigo, Jonas, vítima bullying.
A busca pelos nomes do Gato é divertida de percorrer, porém o que mais me surpreendeu, e me faz recomendar esse livro, foi a dose de drama, que é parte do enredo bem mais do que eu esperava, presente tanto na profundidade da escrita, sobre escolhas, amor, morte, motivação e tanto mais, como no destino dos personagens, que são valorizados e marcantes, mesmo os com pouca passagem na história.
A Morte é Legal
Jim Anotsu
Draco Editora, 2012
314 páginas
 
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